sábado, dezembro 22, 2012

Demande.

Algumas pessoas se baseiam em espera, outras se baseiam em procura.
Algumas dizem que tudo tem seu tempo, outras dizem que nem o tempo cura.
Algumas pessoas acham ou acreditam que nunca vão encontrar o amor de suas vidas, aquele que chegue e fique, diferente das paixões que vem e vão. Elas esperam que cheguem, mas acreditam que nunca chegará. 
Mas já pensou se chega?
Já pensou se você espera por um alguém que também te espera? alguém que acredite que você também não vá chegar?
Se isso acontece? nunca se sabe, são tantas pessoas esperando pela mesma coisa.
Mas, e se esperar não for tudo?

segunda-feira, dezembro 03, 2012

quarta-feira, outubro 31, 2012

domingo, outubro 28, 2012

Mais um adeus, entre tantos outros.

28.01.2012

Garota, o que eu faria pra te fazer feliz? você tem ideia? imagino que não, já que não tem do meu amor por você; fique sabendo a partir de agora, já que antes eu não pude ou lembrei de dizer, eu faria tudo por nós, faria mais do que tudo por você, “só não queria dizer adeus, é que eu tinha tanto pra contar, eu não queria dizer”, já que eu tive chance e desperdicei eu queria pelo menos poder te ensinar a correr atrás do seus objetivos, só que agora sem mim, queria te ensinar correr atrás dos sonhos pelo mundo a fora, mas até essa chance eu não tenho mais, e aí eu fico pensando no que fazer pra ajudar, até pra me redimir, eu queria poder fazer algo grandioso por nós, e que no fim a gente olhasse o caminho todo e dissesse “enfim, valeu a pena”, mas daí você tem suas escolhas, suas decisões, e é aí que eu sigo pra direita e você pra esquerda; eu adoraria cruzar seu caminho de novo, mas la na frente, pra nesse tempo que eu for caminhar sem você eu fortalecer os planos, muda-los, me mudar, e quando eu te encontrar, eu por em prática, aliás nós, pra mim sempre vai existir o nós, nós querendo ou não, é vital. Te peço que enquanto você tiver no lado de lá, caminhe com fé, com esperança, pra então tudo dar certo, sem  medo, sem insegurança, sem  lágrimas. Lembra que você disse que precisa ter algo pra fazer? então, pega esse tempo e vai colorir, vai brincar, você ainda ta no seu tempo, seja menina, seja você, e não pense em mim, não pense em nós, deixa que eu faço isso, prometo que se for pra ser, eu vou te entregar o que você precisa, mais forte, melhor, então te cuida aí, se cuida por mim, e nesse caso se cuida por nós, e eu vou estar aqui pensando em você, menina, minha.

19.02.2012

Você pode me perdoar de novo? eu não sei o que eu disse,mas eu não pretendia machucar você,eu ouvi as palavras saírem,eu senti como se fosse morrer, dói tanto machucar você…então, você olha para mim, você não está mais gritando, você está silenciosamente magoada; eu daria qualquer coisa agora para matar aquelas palavras pra você, cada vez que digo uma coisa de que me arrependo eu choro, não quero perder você,  mas de alguma maneira eu sei que você nunca vai me deixar, porque você foi feita pra mim, de algum modo, eu farei você ver o quanto você me faz feliz…eu não posso viver essa vida sem você ao meu lado, eu preciso de você para sobreviver, então, fique comigo.. você olha nos meus olhos e eu estou gritando por dentro que eu sinto muito; e você me perdoa de novo? você é minha única amiga de verdade e eu nunca pretendi machucar você.

Resumo de mudanças em pontos finais de uma estória.

 Por motivos idiotas. Os mesmo motivos de sempre. Eram por todos os motivos juntos. Ela era a estrutura de tudo ali. Ela era quase insensível 90% das vezes, mas quando chorava, quem estivesse por perto podia se sentir como uma ilha, quase que submersa. Os olhos cheios de lágrimas. Ficar ali  podia ocasionar afogamento e morte. Saiu em disparada até a porta, abriu, virou pra trás para olhar o que deixaria novamente. Saiu. Quase que foi atropelada, o carro desviou, e a outra que ficou ali da janela do décimo segundo andar olhando, tremeu. Estava errado, confuso, tudo estava errado, mas ela não fez nada e foi se deitar.

sexta-feira, outubro 12, 2012

Permanent.

Nunca tentei fazer as coisas que eu fazia com você, sem você, porque eu sempre disse que não conseguia, simples assim, mas a verdade é que eu nunca tentei, eu só achava que não dava, era o vazio que sua ída causava, que me fazia pensar que nada iria mais pra frente, que tudo se tornaria monótono sem você por perto, mas eu me enganei, como em todas as outras vezes, em todas as suas outras ídas.
A negação é um mecanismo tão forte, que você não controla, ela te domina e te faz confundir tudo, ela põe e tira coisas da sua cabeça, a negação move todo seu corpo, e você se prende à ela, ou ela à você, que até quando você quer usa-la, não dá, porque ela se instala em todo seu sistema psicológico.
É difícil falar de negação, mas de aceitação não, eu aceitei tudo, de cabeça baixa, e aceito sua ída, aceito as novas condições, e que assim seja, permanente.

terça-feira, setembro 25, 2012

Papier poumon.

É tarde demais, é tarde demais agora para afastá-lo.
A vela queima nas duas pontas, mas só se você acenda-las.
Pensando em tudo, eu pergunto: e então onde é que isso nos deixa? 
Ficando mais vazio do que eu jamais te deixei, com a cabeça na água está ficando mais difícil respirar, então, levante-se, levante-se.
Chove lá fora (e se sobrevoassemos sobre um mar?), e essa água que cai serviria só para me lavar, e levar tudo que disperdicei em planos aqui dentro da minha mente.
Eu concluo: é tarde demais para afastá-lo.
Não me interprete mal, eu estou tão assustada quanto você está agora.. alias, você está?
Nos deixaram aqui sem rumo, mas você sequer tentou lutar contra a corrente.
Assista ao despejar da água mais rápido em seus pulmões, então, inspire, expire.
É tarde demais para afastá-lo, mas é difícil me ouvir quando você está afundando.
Alias, me diz, você me ouviu antes?



Como você pode dormir aqui? Eu carrego o peso de seu mundo, e voce não carrega nada meu.
Eu não acredito numa única palavra que você me vendeu, mas acredite em todas que eu te dei.
Eu carrego o seu fardo, pela última vez, juro que estou farta de todos os seus medos... que se tornaram meus.

É muito tarde, para afastá-lo da ressaca.

Eu vejo a chuva te levar (o mar te afogar), e vou embora.

sábado, setembro 15, 2012

Holding Hands.




Dezembro, 24 de 2020.


Olhando através da janela aquela chuva incansável há um tempo, e pensando em como tudo podia ter sido diferente, abraçando suas pernas, encostada no canto do quarto iluminado com aquela luz azul de fim do dia. Se ela tivesse cronometrado o tempo em que ficará sentada, ganharia um troféu em sedentarismo.  Ela viaja em milhões de pensamentos, fazia viagens rápidas em todas as lembranças, e sentia a emoção da saudade que sentia em cada minuto que viveu, e que agora era mais forte que o normal. 
Por um segundo ela despertou daqueles sonhos reais que agora só existiam na sua cabeça, na dela e de mais ninguém, e olhou para seu corpo, ela estava com uma blusa de lã verde-musgo, que chegava até seus joelhos de tão grande, não era dela, mas da pessoa que ela mais amava e que se não estava perto, poderia sentir pelo menos o perfume.

segunda-feira, agosto 27, 2012

auteur inconnu.

"Me desculpe por criticar as suas músicas e por dizer que você era piegas. Na verdade tenho todas elas gravadas em um CD e confesso que estou escutando "Always'' do Bon Jovi ao escrever esta carta. É que eu gostava de te ver defendendo o porque as bandas antigas são tão melhores que as novas.. Você acredita tanto no que diz, me encanta. Sua força de vontade sempre foi minha parte preferida. Você quer, você tem. Defende até o fim o que acredita e não mede esforços para provar isso. Então me desculpe se eu disse que você não lutou por mim, você lutou. Eu é que fui complicada demais, eu sou complicada demais.


Me desculpe por ter dito que eu tinha nojo de você e que te queria distante. Ás vezes dizemos coisas que gostaríamos que fossem verdade, esperando apenas que elas se realizem com o simples ato de falar em voz alta. Não adianta. Eu ainda te quero e ainda acho seu cheiro o melhor do mundo. Sei que sou uma orgulhosa e estúpida, mas ao escrever essa carta pensei em você dizendo "Você prefere manter seu orgulho ou pedir desculpas e ser feliz?". E eu escolhi ser feliz, escolhi você.


Me desculpe por todo esse tempo afastada, achei que o tempo fosse curar a falta que você me faz. Mas adivinha? Não curou; o tempo faz questão de lembrar que estou vivendo mais um dia sem você, mais um dia sem suas músicas piegas e sem seu sorriso bobo. O tempo passa mais rápido sem você, sabia? Tentei desacelerar, não me distanciar, mas não adianta. O tempo distancia as pessoas e faz com que elas se esqueçam do que foram um dia. Você esqueceu? Diz que não,por favor".

sábado, julho 14, 2012

Não prometo fazer o seu céu cinza ficar azul, mas prometo ficar ao seu lado, até a tempestade passar.

histoire informelle.

O bar estava vazio.
O tempo era frio.
Eu também era frio e estava vazio.
Só em contos podemos inventar, então no caso desse bar, onde eu estava, pensando em que rumo dar à minha vida, eu acendi um cigarro, nesse bar podia fumar.
- Senhor, vou te pedir por gentileza que fume lá fora!
Eu mergulhei a ponta do cigarro na vodca e o deixei no canto.
Agora, no copo haviam cinzas, eu as bebi, junto com aquela poção mágica.
Na verdade, eu não estava pensando na minha vida, nem em um rumo para ela, eu estava feito, eu estava sozinho e acabado, terminando de acabar com o que me restava, em copos de álcool.
Na verdade, o bar não estava tão vazio, estaria completamente vazio se não fosse a música que tocava ao fundo, beetlebum do Blur, os garçons eram parte da mobília, a música dominava e confortava aquele lugar.
O meu pensamento era ela. Tudo relacionado à ela. Em como ela era, o que ela fazia, o que ela gostava, mas o que me deixava a pensar era  por que não enxerguei o que ela queria me mostrar, nada mais do que ela sentia, claro, por mim.
"I tried to quit
But my heart won't buy it
I have got family
The caravan comes back for me

And when it comes you'll feel the weight of it,
The weight of it
And the day will come when you get away from it
Away from it"
 A penultima vez que a vi, foi no ensino médio, no ultimo dia de aula, eu estava com duas meninas, deitado por cima das pernas de uma, e de frente para ela. Ela estava com uma amiga gostosa há pelo menos 5 metros de distância. Não era importante, mas ela me olhava e eu podia ver ver que ela queria chorar.
Me incomodava o jeito como ela me olhava, sem querer disfarçar. Eu se fosse ela não teria feito diferente, eu iria aproveitar que seria a ultima vez, mas não foi.
A ultima vez foi triste, assustadora, dolorida, e dói até hoje. Não doeria tanto se não fosse uma platina que tenho na perna, pra ser específico, na coxa perto do fêmur; em dias frios dói pra caralho.
Não digo que só isso dói, aliás eu não sei se é isso que realmente dói.
Eu estava fumando um cigarro, esperando o farol fechar para atravessar. Eu tinha ido entregar curriculo em uma empresa no centro, eu precisava de dinheiro para sustentar meus vícios... e tendo lido tudo que ela escrevia para mim, querendo que eu soubesse... ela tinha seu vício, eu era o seu vício, mas ela não me tinha, e isso a matava.
Eu sempre andei na rua sem ficar observando as pessoas, as lojas... tudo poluíção visual, a não ser as galerias de arte, ah... a arte eu aprecio.
Naquela manhã não foi diferente, eu estava apenas olhando pro semáforo, ouvindo I Bet You Look Good on the Dancefloor do Arctic Monkeys.
Eu aumentei o volume.
O farol abriu.
Eu atravessei.
Senti um forte empurrão. Meu headphone foi parar longe.
Caí no chão.
Senti uma ardência abominável.
Vi pessoas correndo, então ela caiu ao meu lado.
Ela sangrava perto da barriga.
Hoje eu penso que se meu sangue fosse compatível com o dela, eu poderia ter doado meu rim, e ela poderia estar viva.
Ela deveria.
Aquela cara de dor me impressionava de tal forma que eu não pensei em mais nada.
- Você ta bem, Gustavo?
Eu fiz que sim com a cabeça. Algumas pessoas olhavam em volta, a polícia se aproximou e pediu que se afastassem.
E aquela conversa fora a mais longa conversa de toda minha vida.
- Coincidência? - Eu perguntei tentando sorrir.
- Eu não te segui.
Sim, ela seguiu, como pode? Era impossível. Eu olhei para minha perna, eu tinha levado um tiro, mas eu seria baleado duas vezes ou mais se ela estranhamente não tivesse aparecido e me empurrado.
Logo a frente vi dois policiais algemando um cara, talvez ele quisesse me matar, mas quase conseguiu. Uma ambulância havia chegado.
- Ei! - Sua voz estava mais baixa. Eu olhei para ela.
- Você tem que ficar bem.
- Nós vamos ficar. - Eu coloquei minha mão em cima da sua, sobre o ferimento.
Aquele dia foi intensamente estranho, parecia um pesadelo horrível da qual eu acordaria o mais rápido possível, ou não.
- Se desse tempo e eu dissesse o que eu sinto, você teria medo de mim?
- Eu saíria correndo com uma bala na perna gritando por socorro... - Eu não achei graça no que eu disse, mas ela riu e eu observei quase me arrependendo do que eu havia falado.
Ela fechou os olhos e eu senti medo.
Os parámedicos nos colocou na maca, eu ainda olhava para ela, ela devia ter desmaiado. Posicionaram minha cabeça, eu olhava agora para o céu, e pensava como fora possível tudo isso, ela precisava me explicar.
"Ela não vai morrer, e se for, que eu vá com ela". Eu não pensei isso, porque eu não quis pensar no pior.
E eu não morreria.
Eu apaguei.
Abri os olhos, eu estava num quarto vazio no hospital, toquei minha perna e tirei a mão rapidamente. Levantei o lençol e havia curativos  e pontos, muitos pontos, eu nunca contei, mas devia ser uns 20 ou mais.
Olhei para o relógio que havia no corredor, eram 19 horas. Eu estava perdido num pesadelo, no meu pesadelo, não sabia de nada, nem como fiquei apagado ha tanto tempo, me anestesiaram, mas do caminho até o hospital eu não lembrava de nada, parecia que tudo tinha sido apagado e estava começando dalí, daquele quarto branco e fedido a remédios, ou sei lá o que tem aquele cheiro que empesteia os hospitais.
 Eu pensei em me levantar, mas sabia que ia doer, e não sabia se podia, mas eu estava querendo muito ver Ana, então revistei o quarto com os olhos, do lado da cama tinha uma campaínha presa num fio, eu apertei e esperei, logo depois veio uma enfermeira.
- Você acordou. como se sente? - Ela deu um sorriso preocupado.
- Eu preciso vê-la.
- Ah...
- Em que quarto ela está?
- Sua amiga?
Aquilo parecia enrolado demais, e eu senti medo novamente, se ela fosse me dizer o que pensei que fosse dizer, nesse momento sim, eu iria correr com a perna fodida pedindo por socorro.
- Ela mesma, a que levou um tirou no abdomen, e veio na mesma ambulância que eu... Cadê ela?
Depois de um tempo, repassando os fatos eu percebi que nessa hora eu havia me irritado e falado alto com a enfermeira.
- Ela está em um quarto, nesse mesmo corredor.
- Quero ir lá...
- Mas senhor...
- Por favor! - Dessa vez eu falei num tom baixo, e devo ter feito cara de infeliz.
- Tudo bem! Só um minuto.
- Depois preciso falar com algum familiar meu, ninguém ta sabendo de nada, creio...
- Não senhor, seus pais foram avisados e já devem estar a caminho daqui.
Ela sorriu, saiu e eu esperei.
Quando ela voltou me deu moletas e me ajudou ir até o quarto, meu quarto era o 302, o dela 307, acho que levamos dez minutos para chegar à porta.
Eu entrei e ela estava lá, deitada, parecia um anjo caído. A enfermeira me guiou e eu acenei para que me deixasse, me aproximei sozinho e não tirei os olhos dela.
- A cirurgia dela ocorreu bem.
- Ela perguntou por mim?
...
Eu olhei para a enfermeira.
- Ela entrou em coma, senhor.



terça-feira, junho 26, 2012

Blá.

Deitada ao meu lado da cama: minha criança, minha pequena, minha menina, mas só menina deitada ao meu lado, repousada em meu peito.
Mulher sozinha.
Mulher guerreira.
Mulher sem medo.
Poderia ter o corpo escultural como montanhas, mas montanhas pedras e de duro em você não há nada, criança.
Em você há uma beleza que não só meus olhos foram capazes de ver, mas a ternura só eu vi e as carícias jamais poderei esquecer.
Suas mãos são leves, mas ao mesmo tempo são pesadas, eu poderia ser teu piano, se suas mãos não fossem geladas.

- Geladas são as tuas, guria!
- Se aquieta, menina.
...

"encosta em meu peito e dorme".