sábado, dezembro 22, 2012

Demande.

Algumas pessoas se baseiam em espera, outras se baseiam em procura.
Algumas dizem que tudo tem seu tempo, outras dizem que nem o tempo cura.
Algumas pessoas acham ou acreditam que nunca vão encontrar o amor de suas vidas, aquele que chegue e fique, diferente das paixões que vem e vão. Elas esperam que cheguem, mas acreditam que nunca chegará. 
Mas já pensou se chega?
Já pensou se você espera por um alguém que também te espera? alguém que acredite que você também não vá chegar?
Se isso acontece? nunca se sabe, são tantas pessoas esperando pela mesma coisa.
Mas, e se esperar não for tudo?

segunda-feira, novembro 05, 2012

Past, present, and future.

Na vida há esses três tempos. Cada tempo pode durar dias, semanas, meses ou até anos, depende de cada um, de cada rotina...
Mas vou complicar um pouco, mais do que já é complicada essa nossa vida, nossa história...
Eu sou um presente na sua vida, mas o presente que já foi passado, é só analisar, puxar as lembranças lá no fundo da memória, exponha elas e analise-as.
Todos teremos um futuro, nós teremos, não há porque se preocupar com ele, é só deixar rolar, mas voltando ao ponto principal, a conclusão de um pensamento longo que tive há algumas horas: Duas vidas, a minha e a sua, três tempos, passado, presente e futuro, nós planejamos um, mas se eu certifico que sou seu passado, eu não posso estar com você la na frente, eu sou águas passadas, e deixo você me considerar assim, deixo voce me esculhambar se for bom pra voce, mas eu nao pertencerei ao seu futuro, porque passou, já acabou, e só serão lembranças.

sábado, novembro 03, 2012

Fim datado.

Vazio.

Um vazio estranho, diferente, não é aquela sensação de vazio existencial, ou momentâneo que vem e vai, como a sensação de amor, paixão ou raiva, é um vazio desconhecido, mas que você sabe que ele é o vazio de algo que existia que acabou, permanentemente.

quarta-feira, outubro 31, 2012

domingo, outubro 28, 2012

Mais um adeus, entre tantos outros.

28.01.2012

Garota, o que eu faria pra te fazer feliz? você tem ideia? imagino que não, já que não tem do meu amor por você; fique sabendo a partir de agora, já que antes eu não pude ou lembrei de dizer, eu faria tudo por nós, faria mais do que tudo por você, “só não queria dizer adeus, é que eu tinha tanto pra contar, eu não queria dizer”, já que eu tive chance e desperdicei eu queria pelo menos poder te ensinar a correr atrás do seus objetivos, só que agora sem mim, queria te ensinar correr atrás dos sonhos pelo mundo a fora, mas até essa chance eu não tenho mais, e aí eu fico pensando no que fazer pra ajudar, até pra me redimir, eu queria poder fazer algo grandioso por nós, e que no fim a gente olhasse o caminho todo e dissesse “enfim, valeu a pena”, mas daí você tem suas escolhas, suas decisões, e é aí que eu sigo pra direita e você pra esquerda; eu adoraria cruzar seu caminho de novo, mas la na frente, pra nesse tempo que eu for caminhar sem você eu fortalecer os planos, muda-los, me mudar, e quando eu te encontrar, eu por em prática, aliás nós, pra mim sempre vai existir o nós, nós querendo ou não, é vital. Te peço que enquanto você tiver no lado de lá, caminhe com fé, com esperança, pra então tudo dar certo, sem  medo, sem insegurança, sem  lágrimas. Lembra que você disse que precisa ter algo pra fazer? então, pega esse tempo e vai colorir, vai brincar, você ainda ta no seu tempo, seja menina, seja você, e não pense em mim, não pense em nós, deixa que eu faço isso, prometo que se for pra ser, eu vou te entregar o que você precisa, mais forte, melhor, então te cuida aí, se cuida por mim, e nesse caso se cuida por nós, e eu vou estar aqui pensando em você, menina, minha.

Memories

Então eu abri os braços e você correu de encontro a mim, eu te abracei, te olhei e vi que você estava caindo em lágrimas, então, segurei seu rosto e te beijei, eu ainda sinto o gosto do seu beijo... você me amou, e eu te amei.

Strange Feeling

E eu ainda não arrumei palavra ou explicação pra esse sentimento que eu to sentindo, é desconhecido, é a melhor e a mais estranha sensação que já tive… talvez por isso eu não saiba explicar, mas talvez você entenda; já que você me ocasionou isso. Será que durante a noite minha alma saiu do meu corpo e foi se deitar com você? porque dizem que é isso que as almas fazem enquanto dormimos.. talvez nossos espíritos se encontraram e foram dar um passeio por aí, porque eu estou te sentindo, te sentindo aqui no meu peito, e não é por dentro, é por fora, como se você estivesse abraçado a mim, é estranho, é bom, é meu amor por você.

19.02.2012

Você pode me perdoar de novo? eu não sei o que eu disse,mas eu não pretendia machucar você,eu ouvi as palavras saírem,eu senti como se fosse morrer, dói tanto machucar você…então, você olha para mim, você não está mais gritando, você está silenciosamente magoada; eu daria qualquer coisa agora para matar aquelas palavras pra você, cada vez que digo uma coisa de que me arrependo eu choro, não quero perder você,  mas de alguma maneira eu sei que você nunca vai me deixar, porque você foi feita pra mim, de algum modo, eu farei você ver o quanto você me faz feliz…eu não posso viver essa vida sem você ao meu lado, eu preciso de você para sobreviver, então, fique comigo.. você olha nos meus olhos e eu estou gritando por dentro que eu sinto muito; e você me perdoa de novo? você é minha única amiga de verdade e eu nunca pretendi machucar você.

Resumo de mudanças em pontos finais de uma estória.

 Por motivos idiotas. Os mesmo motivos de sempre. Eram por todos os motivos juntos. Ela era a estrutura de tudo ali. Ela era quase insensível 90% das vezes, mas quando chorava, quem estivesse por perto podia se sentir como uma ilha, quase que submersa. Os olhos cheios de lágrimas. Ficar ali  podia ocasionar afogamento e morte. Saiu em disparada até a porta, abriu, virou pra trás para olhar o que deixaria novamente. Saiu. Quase que foi atropelada, o carro desviou, e a outra que ficou ali da janela do décimo segundo andar olhando, tremeu. Estava errado, confuso, tudo estava errado, mas ela não fez nada e foi se deitar.

sexta-feira, outubro 12, 2012

Permanent.

Nunca tentei fazer as coisas que eu fazia com você, sem você, porque eu sempre disse que não conseguia, simples assim, mas a verdade é que eu nunca tentei, eu só achava que não dava, era o vazio que sua ída causava, que me fazia pensar que nada iria mais pra frente, que tudo se tornaria monótono sem você por perto, mas eu me enganei, como em todas as outras vezes, em todas as suas outras ídas.
A negação é um mecanismo tão forte, que você não controla, ela te domina e te faz confundir tudo, ela põe e tira coisas da sua cabeça, a negação move todo seu corpo, e você se prende à ela, ou ela à você, que até quando você quer usa-la, não dá, porque ela se instala em todo seu sistema psicológico.
É difícil falar de negação, mas de aceitação não, eu aceitei tudo, de cabeça baixa, e aceito sua ída, aceito as novas condições, e que assim seja, permanente.

Tentar.

Não é fácil.
Conseguir, não é difícil, só querer.

Você consegue.

terça-feira, setembro 25, 2012

Papier poumon.

É tarde demais, é tarde demais agora para afastá-lo.
A vela queima nas duas pontas, mas só se você acenda-las.
Pensando em tudo, eu pergunto: e então onde é que isso nos deixa? 
Ficando mais vazio do que eu jamais te deixei, com a cabeça na água está ficando mais difícil respirar, então, levante-se, levante-se.
Chove lá fora (e se sobrevoassemos sobre um mar?), e essa água que cai serviria só para me lavar, e levar tudo que disperdicei em planos aqui dentro da minha mente.
Eu concluo: é tarde demais para afastá-lo.
Não me interprete mal, eu estou tão assustada quanto você está agora.. alias, você está?
Nos deixaram aqui sem rumo, mas você sequer tentou lutar contra a corrente.
Assista ao despejar da água mais rápido em seus pulmões, então, inspire, expire.
É tarde demais para afastá-lo, mas é difícil me ouvir quando você está afundando.
Alias, me diz, você me ouviu antes?



Como você pode dormir aqui? Eu carrego o peso de seu mundo, e voce não carrega nada meu.
Eu não acredito numa única palavra que você me vendeu, mas acredite em todas que eu te dei.
Eu carrego o seu fardo, pela última vez, juro que estou farta de todos os seus medos... que se tornaram meus.

É muito tarde, para afastá-lo da ressaca.

Eu vejo a chuva te levar (o mar te afogar), e vou embora.

sábado, setembro 15, 2012

Holding Hands.




Dezembro, 24 de 2020.


Olhando através da janela aquela chuva incansável há um tempo, e pensando em como tudo podia ter sido diferente, abraçando suas pernas, encostada no canto do quarto iluminado com aquela luz azul de fim do dia. Se ela tivesse cronometrado o tempo em que ficará sentada, ganharia um troféu em sedentarismo.  Ela viaja em milhões de pensamentos, fazia viagens rápidas em todas as lembranças, e sentia a emoção da saudade que sentia em cada minuto que viveu, e que agora era mais forte que o normal. 
Por um segundo ela despertou daqueles sonhos reais que agora só existiam na sua cabeça, na dela e de mais ninguém, e olhou para seu corpo, ela estava com uma blusa de lã verde-musgo, que chegava até seus joelhos de tão grande, não era dela, mas da pessoa que ela mais amava e que se não estava perto, poderia sentir pelo menos o perfume.

domingo, setembro 09, 2012

Uma certeza.


Eu sou uma eterna mudança.

stop it.

segunda-feira, agosto 27, 2012

auteur inconnu.

"Me desculpe por criticar as suas músicas e por dizer que você era piegas. Na verdade tenho todas elas gravadas em um CD e confesso que estou escutando "Always'' do Bon Jovi ao escrever esta carta. É que eu gostava de te ver defendendo o porque as bandas antigas são tão melhores que as novas.. Você acredita tanto no que diz, me encanta. Sua força de vontade sempre foi minha parte preferida. Você quer, você tem. Defende até o fim o que acredita e não mede esforços para provar isso. Então me desculpe se eu disse que você não lutou por mim, você lutou. Eu é que fui complicada demais, eu sou complicada demais.


Me desculpe por ter dito que eu tinha nojo de você e que te queria distante. Ás vezes dizemos coisas que gostaríamos que fossem verdade, esperando apenas que elas se realizem com o simples ato de falar em voz alta. Não adianta. Eu ainda te quero e ainda acho seu cheiro o melhor do mundo. Sei que sou uma orgulhosa e estúpida, mas ao escrever essa carta pensei em você dizendo "Você prefere manter seu orgulho ou pedir desculpas e ser feliz?". E eu escolhi ser feliz, escolhi você.


Me desculpe por todo esse tempo afastada, achei que o tempo fosse curar a falta que você me faz. Mas adivinha? Não curou; o tempo faz questão de lembrar que estou vivendo mais um dia sem você, mais um dia sem suas músicas piegas e sem seu sorriso bobo. O tempo passa mais rápido sem você, sabia? Tentei desacelerar, não me distanciar, mas não adianta. O tempo distancia as pessoas e faz com que elas se esqueçam do que foram um dia. Você esqueceu? Diz que não,por favor".

terça-feira, agosto 21, 2012

Só fazem alguns dias...

Sabe aqueles pensamentos que parece ter som? Eu ouvi Nineteen, o refrão, e lembrei de quando eu tentava cantar pra você, tendo visto a tradução da música, me veio na cabeça "Eu tinha 18 anos", mas na verdade eram 17 anos, e eu me apeguei ao seu jeito irritante que eu não gosto em ninguém além de você, só em você esse jeito irritante me manteve perto, eu estava apaixonada, e depois eu te amei, tudo acabou, passou como eu disse que aconteceria, não restaram saudades, só lembranças e lembretes de promessas que não hão de se cumprir mais, mas tudo bem; se isso me importa? sim, você está bem.
Só fazem alguns dias e eu continuo sem você.

amo tu!

sábado, julho 14, 2012

Não prometo fazer o seu céu cinza ficar azul, mas prometo ficar ao seu lado, até a tempestade passar.

histoire informelle.

O bar estava vazio.
O tempo era frio.
Eu também era frio e estava vazio.
Só em contos podemos inventar, então no caso desse bar, onde eu estava, pensando em que rumo dar à minha vida, eu acendi um cigarro, nesse bar podia fumar.
- Senhor, vou te pedir por gentileza que fume lá fora!
Eu mergulhei a ponta do cigarro na vodca e o deixei no canto.
Agora, no copo haviam cinzas, eu as bebi, junto com aquela poção mágica.
Na verdade, eu não estava pensando na minha vida, nem em um rumo para ela, eu estava feito, eu estava sozinho e acabado, terminando de acabar com o que me restava, em copos de álcool.
Na verdade, o bar não estava tão vazio, estaria completamente vazio se não fosse a música que tocava ao fundo, beetlebum do Blur, os garçons eram parte da mobília, a música dominava e confortava aquele lugar.
O meu pensamento era ela. Tudo relacionado à ela. Em como ela era, o que ela fazia, o que ela gostava, mas o que me deixava a pensar era  por que não enxerguei o que ela queria me mostrar, nada mais do que ela sentia, claro, por mim.
"I tried to quit
But my heart won't buy it
I have got family
The caravan comes back for me

And when it comes you'll feel the weight of it,
The weight of it
And the day will come when you get away from it
Away from it"
 A penultima vez que a vi, foi no ensino médio, no ultimo dia de aula, eu estava com duas meninas, deitado por cima das pernas de uma, e de frente para ela. Ela estava com uma amiga gostosa há pelo menos 5 metros de distância. Não era importante, mas ela me olhava e eu podia ver ver que ela queria chorar.
Me incomodava o jeito como ela me olhava, sem querer disfarçar. Eu se fosse ela não teria feito diferente, eu iria aproveitar que seria a ultima vez, mas não foi.
A ultima vez foi triste, assustadora, dolorida, e dói até hoje. Não doeria tanto se não fosse uma platina que tenho na perna, pra ser específico, na coxa perto do fêmur; em dias frios dói pra caralho.
Não digo que só isso dói, aliás eu não sei se é isso que realmente dói.
Eu estava fumando um cigarro, esperando o farol fechar para atravessar. Eu tinha ido entregar curriculo em uma empresa no centro, eu precisava de dinheiro para sustentar meus vícios... e tendo lido tudo que ela escrevia para mim, querendo que eu soubesse... ela tinha seu vício, eu era o seu vício, mas ela não me tinha, e isso a matava.
Eu sempre andei na rua sem ficar observando as pessoas, as lojas... tudo poluíção visual, a não ser as galerias de arte, ah... a arte eu aprecio.
Naquela manhã não foi diferente, eu estava apenas olhando pro semáforo, ouvindo I Bet You Look Good on the Dancefloor do Arctic Monkeys.
Eu aumentei o volume.
O farol abriu.
Eu atravessei.
Senti um forte empurrão. Meu headphone foi parar longe.
Caí no chão.
Senti uma ardência abominável.
Vi pessoas correndo, então ela caiu ao meu lado.
Ela sangrava perto da barriga.
Hoje eu penso que se meu sangue fosse compatível com o dela, eu poderia ter doado meu rim, e ela poderia estar viva.
Ela deveria.
Aquela cara de dor me impressionava de tal forma que eu não pensei em mais nada.
- Você ta bem, Gustavo?
Eu fiz que sim com a cabeça. Algumas pessoas olhavam em volta, a polícia se aproximou e pediu que se afastassem.
E aquela conversa fora a mais longa conversa de toda minha vida.
- Coincidência? - Eu perguntei tentando sorrir.
- Eu não te segui.
Sim, ela seguiu, como pode? Era impossível. Eu olhei para minha perna, eu tinha levado um tiro, mas eu seria baleado duas vezes ou mais se ela estranhamente não tivesse aparecido e me empurrado.
Logo a frente vi dois policiais algemando um cara, talvez ele quisesse me matar, mas quase conseguiu. Uma ambulância havia chegado.
- Ei! - Sua voz estava mais baixa. Eu olhei para ela.
- Você tem que ficar bem.
- Nós vamos ficar. - Eu coloquei minha mão em cima da sua, sobre o ferimento.
Aquele dia foi intensamente estranho, parecia um pesadelo horrível da qual eu acordaria o mais rápido possível, ou não.
- Se desse tempo e eu dissesse o que eu sinto, você teria medo de mim?
- Eu saíria correndo com uma bala na perna gritando por socorro... - Eu não achei graça no que eu disse, mas ela riu e eu observei quase me arrependendo do que eu havia falado.
Ela fechou os olhos e eu senti medo.
Os parámedicos nos colocou na maca, eu ainda olhava para ela, ela devia ter desmaiado. Posicionaram minha cabeça, eu olhava agora para o céu, e pensava como fora possível tudo isso, ela precisava me explicar.
"Ela não vai morrer, e se for, que eu vá com ela". Eu não pensei isso, porque eu não quis pensar no pior.
E eu não morreria.
Eu apaguei.
Abri os olhos, eu estava num quarto vazio no hospital, toquei minha perna e tirei a mão rapidamente. Levantei o lençol e havia curativos  e pontos, muitos pontos, eu nunca contei, mas devia ser uns 20 ou mais.
Olhei para o relógio que havia no corredor, eram 19 horas. Eu estava perdido num pesadelo, no meu pesadelo, não sabia de nada, nem como fiquei apagado ha tanto tempo, me anestesiaram, mas do caminho até o hospital eu não lembrava de nada, parecia que tudo tinha sido apagado e estava começando dalí, daquele quarto branco e fedido a remédios, ou sei lá o que tem aquele cheiro que empesteia os hospitais.
 Eu pensei em me levantar, mas sabia que ia doer, e não sabia se podia, mas eu estava querendo muito ver Ana, então revistei o quarto com os olhos, do lado da cama tinha uma campaínha presa num fio, eu apertei e esperei, logo depois veio uma enfermeira.
- Você acordou. como se sente? - Ela deu um sorriso preocupado.
- Eu preciso vê-la.
- Ah...
- Em que quarto ela está?
- Sua amiga?
Aquilo parecia enrolado demais, e eu senti medo novamente, se ela fosse me dizer o que pensei que fosse dizer, nesse momento sim, eu iria correr com a perna fodida pedindo por socorro.
- Ela mesma, a que levou um tirou no abdomen, e veio na mesma ambulância que eu... Cadê ela?
Depois de um tempo, repassando os fatos eu percebi que nessa hora eu havia me irritado e falado alto com a enfermeira.
- Ela está em um quarto, nesse mesmo corredor.
- Quero ir lá...
- Mas senhor...
- Por favor! - Dessa vez eu falei num tom baixo, e devo ter feito cara de infeliz.
- Tudo bem! Só um minuto.
- Depois preciso falar com algum familiar meu, ninguém ta sabendo de nada, creio...
- Não senhor, seus pais foram avisados e já devem estar a caminho daqui.
Ela sorriu, saiu e eu esperei.
Quando ela voltou me deu moletas e me ajudou ir até o quarto, meu quarto era o 302, o dela 307, acho que levamos dez minutos para chegar à porta.
Eu entrei e ela estava lá, deitada, parecia um anjo caído. A enfermeira me guiou e eu acenei para que me deixasse, me aproximei sozinho e não tirei os olhos dela.
- A cirurgia dela ocorreu bem.
- Ela perguntou por mim?
...
Eu olhei para a enfermeira.
- Ela entrou em coma, senhor.



segunda-feira, junho 25, 2012

08.02.2012

"Há alguns dias eu venho tendo pensamentos constantes sobre o futuro e nele não há você."
Estar ''longe'' me faz bem, acho que estou curada do amor,  e como é bom não amar. 
Você é ótima para mim, e talvez eu seja pra ti; você é linda e me faria mais bonita ao meu lado, sabe? Eu estou me preocupando comigo dessa vez, e só assim está de bom tamanho; você não me deixava me preocupar com você, e eu fazia isso tão bem. eu só estava no meu papel de mulher, sua mulher.

Sabe esses itálicos? é uma invenção minha, eu poderia acreditar nelas, se eu quisesse.

Meu futuro é com você, menina.
eu estou correndo atrás disso, você so precisa esperar, se quiser.
Você pode fazer isso? Por nós?

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

[estória] Nosso fim. ♂♂

"Hoje os termômetros estão dizendo que essa semana vai ser a mais fria do ano, vamos manter as canecas de chocolate quente ao nosso lado por mais alguns dias".
 Richard desligou o rádio e deixou sua imaginação levá-lo para longe dali, estava no Havaí, deitado na sombra de palmeiras e rodeado de belas mulheres. Em São Francisco havia lugares perfeitos para se ir, mas no frio a opção era ficar em casa contemplando tudo através da janela.
Morava com os pais, mas eles viajavam muito e como ele tinha que estudar resolvia se conter em ficar em casa. Tinha 18 anos, um estilo diferente de todos os outros adolescentes, mesmo assim, muitos o admiravam, ele era quase o centro das atenções se não houvesse outro alguém, Matthew. Um cara que arrumava mil e um motivos para brigar com Richard e seu amigo Frank. Frank era um aluno exemplar apesar dos pais não se importarem muito, ele era homossexual e com isso seus pais tentavam não mostrar tanta indiferença, mas Frank percebia e se sentia muito mal por isso, e diferente de Richard, Frank tinha 17 anos e trabalhava nos fins de semana para o tio em uma loja de esportes, era dedicado a tudo que fazia enquanto Richard era um marmanjo vagabundo e dependia do dinheiro dos pais, eles não eram de classe baixa, mas Frank gostava de ajudar e ter seu próprio dinheiro.   

Richard deu um pulo da poltrona, pois tinha sido interrompido em seus pensamentos ambiciosos e eróticos, foi até a porta e lá estava Frank desesperado.
— Que foi cara? — Richard o puxou para dentro e olhou abismado a neve la fora, já cobria todos os carros e havia uma tempestade de vento. Lutou para fechar a porta e Frank o abraçou.
— Achei que fosse morrer. — Disse com um tom dramático. Richard sorriu e o empurrou.
— Vem, vou preparar uma xícara de chocolate pra você.
— Obrigado. Preciso muito, o frio está pior a cada minuto, sinto meu sangue congelar. — Frank tirou seu casaco e pendurou atrás da porta, assim seguindo Richard até a cozinha. Enquanto ele preparava outra rodada de chocolate, Frank observava-o detalhadamente, Richard percebeu e meio sem jeito perguntou:
 — Que foi cara? Algum problema?
— Você não está com frio?
— Vem. Um pouco.
— Hum...
— Por quê? — Richard serviu o chocolate em uma xícara de porcelana.
— Você pode pegar um resfriado. — Frank olhou através da janela da cozinha, ficaram em silêncio. Frank caminhou até a janela, ficou observando tudo lá fora. Richard caminhou até seu lado.
— O que tem lá fora? — Richard perguntou preocupado.
— Nada... Neve. O que você estava fazendo? — Frank deixou a xícara no balcão e foi para a sala, logo em seguida Richard.
— Pensando. — Ele ficou de pé olhando Frank que acabava de se sentar no sofá. — Por que veio aqui?
— Quer que eu vá embora? — Frank se levantou.
— Não cara, só perguntei, desculpa.
— Só vim fazer meu papel de solidário e ver sua pobre alma solitária e triste. — Richard sentou-se depressa na poltrona de frente pro sofá.
— Então você vê alma? — Eles riram. Richard deixou sua xícara na mesa de centro, empurrou os sofás.
— Vamos jogar War Craft.
— Você tem o novo? — Perguntou Frank. E eles se sentaram no chão, um ao lado do outro.
— Claro, meu querido!
— Aravi! — Disse Frank sorrindo.
Eram 18 horas, Richard olhava de canto de olho para Frank e percebia que as veze ele olhava para suas pernas. Richard parou o jogo e olhou para Frank diretamente.
— Que foi, cara? — Perguntou incomodado.
— Por que parou?
— Você está estranho.
— O que eu estou fazendo, Rich?
— Olhando para as minhas pernas...
— De gazela. — Frank riu.
— Cadê a graça?
— É coisa da sua cabeça, estava concentrado no jogo.
  — Hum... — Eles voltaram a jogar e em seguida as luzes apagaram. Frank pegou no braço de Richard e fechou os olhos.
— Ah não, faltou luz. — Disse Richard. Eles se levantaram.
— Espera aqui. — Richard foi à cozinha para pegar uma lanterna, voltou para sala.
— Vamos subir. — Disse puxando Frank em direção as escadas. Frank parou.
— O que foi agora?
— Não vai trancar a porta e travar as janelas? Sei lá.
— Você vai ficar aqui essa noite?
 — Bom, como vou embora?
— É... — Richard desceu, trancou tudo e subiram para o quarto. Procurou umas velas em suas gavetas e as acendeu.
— o que iremos fazer agora? — Perguntou Frank.
 Richard ficou em silêncio, fechou a porta e encostou-se na parede.
— Estou com medo de você também, Rich. — Disse Frank.
— Medo também?
— É, estamos sem luz, sozinhos, está tenso lá fora e agora você todo quieto... — Frank se sentou na cama e observou Richard que atravessava o quarto em direção à janela, ele a fechou e se virou para Frank.
— Só tenho uma cama...
— Eu não quero saber sobre a cama, Richard.
— Você perguntou o que faríamos, então...
 — Bom, eu não te acho atraente. — Frank sorriu sem jeito.
Richard se aproximou e deu um tapa em sua cabeça.
— Ai...
Richard se ajoelhou na frente de Frank e apontou o dedo em sua cara.
— Eu sou atraente, eu não sou pra você.  — Ele se levantou e se jogou na cama. — Vamos dormir.
— Richard, pra um cara como você seria melhor se me oferecesse outro lugar para dormir, você que está estranho agora.
— OK, você fica aqui e eu no quarto dos meus pais. — Richard se levantou e Frank segurou seu braço.
 — Pensando bem, sua cama é grande, cabe nós dois perfeitamente.
Richard olhou para a mão de Frank em seu braço e arqueou as sobrancelhas.
— Foi mau. — Frank o soltou.
— Quer uma roupa minha? Refri, comida, alguma coisa?
— Quero. Quero uma roupa. — Frank sorriu.
Enquanto Richard pegava algo confortável em seu guarda-roupa, Frank fazia uma ligação.
— Aqui esta. — Richard jogou a roupa no seu colo. — Está ligando pra quem?
— Meus pais não atendem. — Frank foi se despindo.
— Tem banheiro... — Disse Richard boquiaberto.
— No escuro, nem a pau.
— Cara, você tem medo de escuro? — Richard perguntou rindo. Frank não respondeu, terminou de se vestir e dobrou sua roupa.
— A luz podia faltar quando eu tivesse chegado em casa...
— Ah, ta dispensando uma noite comigo?
— Richard, como você consegue ser idiota?
— Ué, todas as garotas da escola sentiriam inveja de você se soubessem. Vou descer e pegar algo.
— Eu não quero nada, fica aqui. Quero saber as horas.
— Sem luz? Só lá em baixo tem relógio a pilha. Não deve ser tarde.
— É. — Frank preparou a cama e se deitou. — Não vem?
— Estou tentando engolir a ideia de dormir com um amigo viado. — Disse Richard se aproximando da cama.
— Eu não vou te comer. 
— É, até porque você não come, né.
— O que você quis dizer? — Frank se sentou.
— Nada, nada. — Richard se deitou e se cobriu até a barriga. Pegou um cigarro no criado-mudo.
— Vai fumar? Ah para. — Frank se deitou de costas para Richard.
— Algum problema?
— Eu tenho bronquite, mas você está na sua casa.
Richard deu alguns tragos e apagou o cigarro.
— Eu não devia ter vindo hoje. — Disse Frank tossindo.
— Poxa que isso, desculpa. — Richard se levantou e abriu a janela até que o vento ventilou seu quarto.
— Fecha isso, Richard. — Disse Frank muito irritado.
— Estou tentando ajudar.
— Você quer que eu morra. — Frank cobriu sua cabeça.
Richard fechou a janela novamente e voltou para a cama.
— Você não sabe o que quer.
— Ficaram em silêncio por alguns instantes e Frank disse:
— Tenho medo do que eu quero. 
 Richard olhou para Frank embaixo do cobertor.
— E o que você quer? — Perguntou descobrindo-o.
— Não sei ao certo.
Richard pôs a mão no braço de Frank.
— Que foi? 
Frank se virou para Richard.
— Nada. — E ficaram um olhando pro outro. Frank acabou adormecendo, Richard ficou olhando intacto para Frank e escutava sua respiração atentamente. Richard se aproximou mais do corpo de Frank, a distância de seus rostos era de um palmo. Frank acordou, mas continuou de olhos fechados, ele estava sentindo a respiração de Richard em seu rosto e podia sentir o calor de seu corpo, ele aproveitando aquela situação se mexeu assim encostando completamente seu corpo em Richard. A luz voltou e Richard deu um berro de felicidade.
— Aaaaaaah! — Sacudiu o corpo de Frank. — Acorda, a luz voltou.
Frank abriu os olhos e sorriu, não querendo demonstrar desgosto. Richard levantou da cama e ficou dançando estranhamente.
— Acho que posso ir agora. — Frank se levantou.
Richard parou a dançinha e olhou para Frank.
— Não, fica aí, vamos comer alguma coisa, assistir um filme ou terminar de jogar. — Richard apagou as velas.
— Melhor deixar para outro dia, Rich.
— Você vai me deixar sozinho, velho?
— Não era eu que tinha medo? — Frank sorriu.
— E é, mas beleza, não irei te obrigar.
— Eu fico. — Frank pôs a mão no ombro de Richard.
— Isso. Vamos descer. Menininho difícil. — Eles sorriram, Richard se virou e abraçou Frank. Desceram até a cozinha, e Richard pegou coisas na geladeira pra fazerem lanche. Frank olhou para o relógio.
— Achei que fosse mais tarde. 20h35min ainda.
— Que bom pra você, né?
— Por quê?
— Meia noite passam espíritos nessa rua. — Richard colocou as coisas no balcão. Enquanto ele fazia os lanches, Frank tentou ligar na sua casa novamente.
  — Ai, espíritos. — Respondeu sem dar importância.
Richard sorriu e balançou a cabeça.
— Alô? Oi mãe... Eu estou bem, estou na casa do Richard, vou ficar aqui essa noite, ele não entendeu os deveres de química, aí resolví dar uma força. — Richard olhou para Frank com cara de indignação. — Mas amanhã cedo estou aí. xoxo.
Frank e Richard não moravam no mesmo bairro, mas a distância de suas casas não era muita, os pais de ambos se conheciam e como era amigos há muito tempo, os pais de Frank não se importavam com o filho, já que Richard não era frutinha também.
— Cara, eu sou melhor em química do que você.
— É né, mas e que história é essa de espíritos?
— Depois você vai ver. Cada um tem um modo de entender diferente. — Frank engoliu seco.
Richard terminou de fazer os lanches.
— Pega as latas na geladeira. — Richard lavou as mãos, Frank pegou duas latas de refrigerante na geladeira.
— Só tem porcaría aqui.
— Se chama comida. — Richard deu uns passos e fez um gesto com a cabeça para subir. Frank foi atras.
— Ah, vou pegar um filme, ou voce quer jogar video game? — Perguntou Richard.
— Filme né, não sendo de terror.
— Só tem terror, cara, e suspense.
— Como se não fosse o mesmo. Pega vai.
Richard pegou um e eles subiram, colocou o filme na tv do quarto. Sentaram-se na cama e comeram. Quando terminaram Rich parou o filme.
— Quer escovar os dentes com a minha escova? — Perguntou.
— Claro que não. Eu to com sono, e você?
Richard colocou a bandeja com os pratos e as latinhas no chão.
— Eu nem sinto sono essa hora. Quer dormir?
— Quero, antes dos espíritos aparecerem. — E ele se deitou e se cobriu.
— Relaxa, cara... — Disse Rich.
— Então deita aqui comigo.
— Posso apagar a luz pelo menos? — Perguntou sorrindo.
— A tv também.
— Cara, quem vai ficar com medo sou eu. — Richard desligou a tv, encostou a porta e foi apalpando os móveis até chegar na cama e se deitou.
  — Está com medo? — Perguntou Rich.
— Acho que sim. — Frank cobriu Richard.
— É... No escuro você não vai ver.
— Que bom. Chega mais perto. — Disse Frank com o braço por cima de Richard.
— Mas você pode ouvir. — Richard deixou de lado e continuou...
— As vezes quando eles passam na rua e sentem o medo vindo de alguma casa eles arrumam um jeito de entrar.
— Para Rich.
— E eles sempre tentam na parte de baixo da casa, pra poder subir por dentro e pegar as vítimas de surpresa... — Richard falava com um tom de voz baixo e ao mesmo tempo grave. Frank virou-se de costas e tapou os ouvidos. Richard se aproximou mais e disse no seu ouvido:
— Eles passam de comodo em comodo procurando as vítimas medrosas... e quando eles acham... — Richard ficou em silêncio.
Frank esperou pra ver o que aconteceria e perguntou:
— Quando eles acham o que acontece? — Ele procurou o botão do abajur, acendou e se virou para Richard, que estava de olhos fechados.
— Rich... para... — E ele abriu os olhos. — Para com isso, nem vem querer me assustar. Por que parou de contar?
— To com tesão, cara. — Rich colocou os braços para trás e apoiou a cabeça em suas mãos.
Frank ficou olhando para Richard.
— O que te deixou assim? — Perguntou Frank.
— Sei lá. — Richard olho para baixo, e sorriu.
Frank também olhou e percebeu o volume sob a coberta.
— Vou dormir la em baixo. — Disse Frank.
— Aaah, mentira. Por quê?
Frank deixou seu corpo cair na cama, e ficou olhando para o teto.
— Rich, o que você está pensando?
— Eu? nada. Por que estaria?
— Sobre hoje...
— Fica quieto, você estava com sono. — Richard esticou o braço por cima do Frank até o abajur.
— Ainda estou.
Richard se deitou e procurou o rosto de Frank com a mão.
— Que? — Frank sentiu um beijo no canto de sua boca.
— Boa noite. — Richard sorriu, e assim que volto a se acomodar sentiu a mão de Frank na sua barriga.
— Precisa de algo, Frank? — Perguntou Richard sentindo uma louca vontade de acabar com aquilo logo.
— Eu preciso. — Disse, descendo sua mão pela barriga de Richard até chegar no seu membro. Richard tocou a mão de Frank.
— O que você precisa? — Perguntou subindo sua mão no braço de Frank fazendo-o deitar na cama.
— Você... você precisa. — Frank puxou Richard para sí e eles se beijaram. Ambos sabiam o que estavam fazendo, Richard não queria, mas algo o impedia de parar. Ele ficou de joelho na cama e tirou sua camisa, Frank estava gostando do que estava acontecendo, Richard puxou Frank, eles estavam eufóricos de prazer, beijavam-se com tesão um no outro, Frank empurrou Richard na cama e tirou sua bermuda e sua cueca, e foi de encontro ao membro de Richard, chupando deliciosamente.
Richard sentia o sangue correr em suas veias, e parecia queima-lo por dentro, Frank foi até sua boca e chupou sua lingua, Richard segurou em sua cintura e disse:
— Se vira... — Richard acendeu o abajur e Frank obedeceu ao pedido e tirou sua bermuda depressa. Rich chupou seus dedos, afastou a cueca de Frank e umedeceu o ânus de Frank, penetrando devagar até que estivesse completamente dentro, depois começou fazer movimentos rápido e a luz do quarto se acendeu. eles olharam para a porta.
 — Pai! — Disse Richard envergonhado.
Ele e Frank se levantaram da cama e se cobriram com o cobertor. E sua mãe logo apareceu atrás de seu pai.
— O que aconteceu aqui? — Lilly colocou as mãos no rosto
— É o que eu quero saber, agora. — Berrou Hector. Lilly desceu para o andar de baixo, ela não queria acreditar no que havia visto.
— Pai, eu posso explicar. — Frank pegou sua roupa e foi se vestir. Hector se aproximou de Richard e deu um soco em direção ao seu rosto, acertando seu olho.
— Eu não criei filho meu pra ser marica. — Hector segurou pelo pescoço, Lilly ouvindo a gritaria, ainda chocada com o acontecido subiu para ver o que estava acontecendo, ela subiu as escadas de pressa e entrou no quarto, Hector estava enforcando Richard.
— Hector pare com isso, ele é seu filho, ele não sabia o que estava fazendo. — Disse Lilly desesperada, segurando no braço de seu marido.
— Não parecia que ele não sabia o que fazia, eu não quero filho meu gay. Eu não quero Lilly. — Quando se deu conta que Richard já estava se debatendo muito ele o soltou e caiu de joelhos no chão, e chorou. Lilly o abraçou e gritou com Richard: — Filho eu quero uma explicação.
Richard colocou sua bermuda e foi até o banheiro ver como estava Frank.
— Cara, nossa, eu to muito envergonhado. — Disse Richard passando a mão no pescoço.
— Seu pai te machucou? — Frank se aproximou. — Seu olho está horrivel.
Frank tentou toca-lo mas Richard desviou.
— Melhor você ir embora, as coisas ainda não estão bem e nem vai ficar, cara.
— É, acha que devo falar com eles? — Perguntou Frank preocupado.
— Não, melhor você ir agora. — Richard o levou até a porta e entregou seu casaco. Olhou para Frank já do outro lado da porta  sentiu um aperto no coração de ter que expulsa-lo daquele jeito no frio e tarde da noite.
— Eu posso chamar um taxi para você. — Disse Richard.
— Não, vou andando... Richard, me desculpa...
— Vai passar. — Já fechando a porta. Encostou sua cabeça e inspirou fundo. Olhou pelo olho-mágico e viu Frank indo embora. Subiu para seu quarto.
— Mãe, pai, eu quero explicar.

No dia seguinte Richard levantou para ir pra aula...